Não vi o jogo. Só fiquei sabendo, ao seu final, de toda confusão de jogadores com o árbitro. Me refiro ao duelo entre Flamengo e Vasco, pela Taça Rio, no último sábado, cujo qual teve vitória do rubro-negro e muita reclamação do lado cruz-maltino. Inconformados com os possíveis erros de arbitragem, jogadores vascaínos partiram para cima do árbitro Wagner dos Santos Rosa, que relatou na súmula a expulsão de cinco jogadores do Vasco, por agressões físicas e morais. São eles: Fágner, Diego Souza, Eduardo Costa, Felipe Bastos e Rodolfo, mesmo sem mostrar os cartões à eles. O árbitro alegou que a situação não possibilitou que ele mostrasse o cartão, afinal nem sair de campo conseguia.
Até ai tudo bem, por mais estranho que fosse, a suspensão só poderia ser validada após julgamento do TJ-RJ, que aconteceria nessa terça-feira. Mas, de repente, quase que como num passe de mágica, todos os cartões vermelhos desaparecem na súmula, em um claro sinal de manipulação.
Agora, o tribunal já cogita liberar os jogadores do Vasco para o jogo do próximo final de semana, ante o Nova Iguaçu, sem qualquer risco de alguma punição, ao menos por enquanto.
O presidente da Comissão de Arbitragem do Rio de Janeiro, Jorge Rabello disse que a atitude do árbitro não deve ser feita. Se é expulso, deve-se mostrar o cartão vermelho. E que em casos como o de sábado, tudo se resolve em julgamento no Tribunal de Justiça. Mas, se tudo resolve no tribunal, porque apagar/rasurar a súmula?
Pressão? Medo de complicação? Não se sabe. Certo é que isso ainda pode gerar muita confusão. Imagina se o Nova Iguaçu ou algum outro time deixa de se classificar ou é rebaixado justo no jogo contra o Vasco? Ou se o Flamengo enfrenta novamente o Vasco e dessa vez perde?
Certo mesmo é que a FERJ só mostra o quão patético é a arbitragem. A palavra do árbitro não valeu nada e eles empurram tudo para baixo do tapete. Se fosse com o Bangu, eles teriam o mesmo critério?
Mas, já que passou um boi, agora vai ter muito time querendo esses cartões invisíveis que não valem nada.

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