Özil desaba ao fim do jogo com sentimento de que a Alemanha poderia ir mais longe
Soberba. Uma palavra que não combina muito com futebol. A Alemanha foi a última vítima dos que insistem - apesar de certos - em dizer-se melhores. Na coletiva de imprensa do dia anterior, Schweisteiger disse que o time germânico já havia derrotado as grandes seleções, como Inglaterra, Brasil, Argentina, França e Holanda e que faltava a Itália. Para muitos foi desrespeitoso e para outros, confiantes. Mas a melhore definição disso é presunçoso. Afinal o mundo colocava os alemães até melhores que os espanhois no quesito futebol.
Ganhar dos italianos em emoção na hora do hino é quase impossível, mas se via o ar blasé no rosto dos jogadores germânicos. Neuer, nos primeiros minutos se demostrava tranquilo, Podolski, apático mas confiante em duelar contra Balzaretti, improvisado na lateral direita e a defesa imponente.
Toda essa imposição acabou quando Balotelli marcou o primeiro gol. Hummels errou na marcação de Cassano e Badstuber falhou na marcação do camisa nove que não teve dificuldades em colocar a bola nas redes. O gol assustou os alemães, que atônitos não se acertavam. Özil, Khedira e Kroos não conseguiam furar a defesa italiana e Mario Gomez era facilmente dominado. Quando os alemães pareciam se reencontrar no jogo, Lahn falhou e novamente Balotelli marcou o segundo e fez escorrer lágrimas da torcida alemães.
A Itália dominava o jogo e não dava espaço aos alemães. Pirlo com seu toque de bola genial e Buffon passando segurança na defesa eram, novamente os pilares do futebol de raça e envolvente dos italianos. A Azzurra tinha o jogo na mão mas pecava na finalização e nas chances de matar o jogo. Já nos acréscimos, de pênalti os germânicos diminuíram, mas não tinham forças e nem ímpeto para superar que já parecia superado.
Na base da vontade e nos lampejos de craque de Balotelli, a Itália chega a final com pinta de campeã. Só não pode cair no mesmo erro dos alemães.

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