Longe de ser um novato, foi apenas agora, com 27 anos que
Santi Cazorla enfim amadureceu. Depois de anos jogando no Villarreal, quando
sempre foi considerado uma grande promessa foi no Málaga que precisou aceitar a
pressão e jogar tudo que sabia para ajudar o time a conseguir os objetivos
propostos pelo dono Abdullah Al-Thani.
Desde o início de sua carreira, Santi sempre defendeu o
submarino amarelo, muito longe de onde nasceu, em Llanera, nas Astúrias.
Começou com 18 ano no time B e apenas um ano depois de se profissionalizar,
conseguiu uma vaga na equipe principal, em 2003. No ano seguinte, alternou
partidas entre os times A e B, até finalmente se firmar na elite, em 2004-05.
Conseguiu experiência suficiente jogando competições europeias, mas que não
conseguiu impressionar o técnico Manuel Pellegrini.
Para finalmente conseguir uma boa sequência, foi comprado
pelo Recreativo Huelva, em 2006, quando o time azul e branco retornava à
primeira divisão, mas mantinha uma opção de recompra pelo Villarreal. Em Huelva
teve uma boa sequência, participando de 34 jogos na histórica campanha que
levou o Recre à oitava colocação na temporada. Percebendo o erro que tinha feito, o time amarelo optou pela
recompra, pagando o dobro do que vendeu, mas trouxe um grande reforço, que
praticamente levou o time nas costas por pelo menos três temporadas. Em busca
de um lugar na Fúria, seu retorno ao Villa foi fundamental.
Após uma participação discreta na Eurocopa de 2008 (sua
estreia na seleção principal), Cazorla poderia enfim brilhar na seleção, mas uma lesão no final da temporada 2009-2010, o tirou do Mundial na África do Sul.
Ainda abalado e se recuperando da contusão, não rendeu o esperado na temporada
2010-11.
Precisando de dinheiro, o Villa não recusou a proposta de 21
milhões de euros, do Málaga por Santi. No novo time, ele chegava como uma das
grandes esperanças para conseguir a vaga europeia. Foi peça fundamental da
equipe e com nove gols, ajudou o Málaga a chegar na quarta colocação.
Agora na seleção, pelo menos nos amistosos, Cazorla se
mostrou peça importante. Mais maduro, não sente o peso da pressão e tem a
confiança de Del Bosque. Com Fábrgas ainda sem as melhores condições físicas,
deve ter boas e importantes chances na Euro-2012. Apesar da vaga de titular
ainda parecer longe, não se surpreendam se ele for o “décimo segundo” jogador
da Fúria. Um gol que vale vaga pode ser o prêmio para quem enfim despontou
entre os grandes do futebol.

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