Financiar baderneiros para isso?
Parece que o futebol brasileiro começa a tomar ares de profissionalismo. Apreciamos o que vários presidentes fizeram por seus clubes, transformando-os em verdadeiras fábricas de dinheiro, talentos e profissionalismo, igualando (com as devidas proporções) os principais times do mundo. Porém, desses, poucos foram capazes de acabar com quem está acabando com o futebol, as torcidas organizadas.
Hoje vemos atitudes dos principais clubes que pode ser um prenúncio do fim dessas torcidas. Cansado de tanta briga e destruições da imagem do clube, o vice presidente do Grêmio, Nestor Fernando Hein acabou com qualquer benefício às torcidas organizadas do clube gaúcho. Segundo ele, o clube não deve ser meio de vida para ninguém além de jogadores e funcionários.
Sem ingresso ou qualquer outro benefício, já há quem tema novas brigas. Mas no que depender do clube e da polícia, muitos deles terão dificuldades até mesmo para entrar na nova Arena. A partir de agora, todos serão cadastrados e em qualquer problema, o meliante já será prontamente identificado.
Demorou, mas essa é a atitude que já deveria ter sido tomada a muito tempo. Financiar torcedor para ir ao estádio, fazer carnaval e ainda arrumar confusão não vai ser a solução para nenhum time. Torcedor que é torcedor vai por que gosta do clube, quer apoiar, vibrar e eventualmente criticar também, por que não? E todos eles vão com o dinheiro do próprio trabalho. Chega de dar dinheiro para marginais, para quem arruma confusão no estádio e para quem denegride a imagem do clube.
Aos poucos, com ações semelhantes de TODOS os clubes, sobrarão para esses tais apenas brigar nas ruas, porque nos estádios estarão os que querem torcer em paz.
