Ser pentacampeão do mundo há seus pontos contra. Não se pode tropeçar contra nenhuma equipe menor que a sua, ou seja, quase todas, deve-se sempre jogar para frente, como se o adversário nunca atacasse e não tivesse uma estratégia pré-definida e sempre dar espetáculo. Essas são as duras missões da seleção brasileira. Mesmo sendo uma seleção de jovens, a pressão é de gente grande. Tudo bem que todos eles já jogam em grandes equipes à algum tempo, mas seleção brasileira e pressão por uma conquista inédita é diferente.
Desde que estreou nos Jogos Olímpicos, o time de Mano Menezes teve a alcunha de favorito ao título. Ela só aumentou após as eliminações precoces de Espanha e Uruguai. Mas o time fez o seu papel na primeira fase. Boas vitórias e bons jogos, tendo sempre Neymar como destaque e o goleiro como preocupação. Tudo bem que o time, com exceção do duelo contra a Nova Zelândia, sempre passou por um pequeno sufoco.
Na fase final, o adversário seria Honduras. Por nome, já colocavam o Brasil nas semifinais, mas sabendo de um esquecível jogo da Copa América de 2001, não poderíamos menosprezá-la. Não se sabe se os jogadores fizeram isso ou não, certo mesmo é que o jogo foi muito mais duro do que esperávamos. E choveram críticas ao selecionado pela dificuldade do jogo. Oras, se até a Espanha, que todos se cansam de elogiar tropeçou, porque não poderíamos ter dificuldades?
No jogo de ontem, contra a Coréia do Sul, foi a mesma coisa. Apesar do placar favorável de 3 a 0, o jogo foi tão complicado como contra Honduras. O adversário, muito competente deu trabalho para o Brasil, mas ainda assim, houve quem criticasse, chamasse o time de medíocre, torceram contra ou simplesmente não aceitavam o fato de ter as dificuldades que teve. O tipo de crítica que só quem não acompanha o futebol no geral faz e não querendo admitir que os adversários pequenos aprenderam a jogar contra os grandes.
Torcemos por uma vitória ante o México na final, mas caso o ouro não venha, os críticos de plantão reaparecerão. A seleção tem problemas, mas também tem craques que desequilibram, junto de um técnico que busca formar a base para a Copa do Mundo, prioridade da CBF. Porém, o futebol reserva coisas que as vezes não queremos ou não sabemos como acontecem, tal como em outros esportes que não viram seus principais atletas levarem o ouro. Por isso, sendo ouro ou prata, devemos valorizar o que de bom se leva dessa seleção, sem a "obrigação" do título.
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