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06/02/2013

Não foi o esperado


O retorno de Luis Felipe Scolari à seleção brasileira começou da mesma maneira que sua primeira passagem, com derrota (Em 2001, derrota por 2-0 para o Uruguai). A diferença é a base atual parece bem mais formada que o time que entrou em campo em 2001. Com o time quase que ideal não só por Felipão como por quase todos os torcedores, faltando apenas Thiago Silva e Marcelo dos titulares absolutos, enfrenta o primeiro grande teste em meses.

Se no papel o time tinha tudo para ir bem, dentro de campo vimos que para conquistar o hexa ainda precisará de muito trabalho. O meio campo ofensivo que todos sonhavam ver em campo pecou diversas vezes na marcação. Ramires e Paulinho, acostumados a terem um marcador ao seu lado, ficaram perdidos principalmente em fazer a cobertura de Adriano, "engolido" pela velocidade de Walcott. A saída de bola poderia ser com qualidade, porém nem sempre era certo. O segundo gol inglês saiu justamente em uma bobeada de Arouca, que entrou na segunda etapa, na saída de bola. Em devido momento do primeiro tempo, o time ficou cerca de três minutos sem avançar ao campo de ataque. Os laterais, além de perdidos na marcação, pouco chegaram ao ataque.

Com Ronaldinho, apesar do talento, o time ficou previsível, prejudicando até mesmo a movimentação de Oscar e Neymar. Basta ver o quão rápido o time ficou após a entrada de Lucas. Claro que, assim como disse Felipão, o jogador do Atlético-MG, está apenas começando a temporada, então ainda necessita um tempo para recuperar o ritmo de jogo. 

Neymar, aliás, precisa assumir o mesmo protagonismo do Santos, também com a camisa amarela. Diante de Cahill e Smalling, o brasileiro foi pouco incisivo, sendo dominado pela marcação em quase todos os lances e acabou o jogo sendo ironizado (via twitter) por Joey Barton.

No comando do ataque, Luís Fabiano mostrou que não é jogador para a seleção, me desculpem os que apreciam seu futebol. Apagado e pouco participativo, facilitou o trabalho da defesa inglesa. A entrada de Fred deu maior poderio à seleção brasileira, tanto que o gol e na sequência a bola na trave vieram de seus pés. 

Ao menos no gol podemos ficar mais tranquilo. Júlio César mostrou que ainda é o grande goleiro de três ou quatro anos atrás. Com boas e incríveis defesas fez o possível para evitar os gols. Mesma situação com a zaga, que não comprometeu e ainda contou com mais uma excelente participação de David Luiz.

Com algumas carências, principalmente com a camisa 9, o jogo valeu apenas por ser contra um adversário de peso, um teste que realmente põe a prova todo o trabalho e que deixou claro que a seleção tem muito a evoluir. Não está tudo errado, mas está longe de ser o futebol que esperamos ver.

02/01/2013

Praia ou futebol no fim de ano

Torcedores se divertem com o frio, com o natal e claro, com o futebol.

Fim de ano lembra sol, praia e curtição, certo? Para os brasileiros sim, mas falar isso para um britânico. Lá os torcedores só querem saber de ir o estádio ver o time de coração, e não importa o dia. Pode ser dia 23, 24, 26, 31 ou dia 1. Um natal completo tem que ter o futebol no boxing day e a virada de ano só é boa se no primeiro dia do ano a bola rolar para valer. Muitos criticam a atitude das ligas, mas mais do que a liga, o público exige jogos nessas datas e ai de quem se atreva a tirá-los.

Por aqui, jogar no dia 26 ou no dia 1 é impensável não só por parte dos jogadores que chiariam por ter de "trabalhar" no fim de ano, quanto por parte das torcidas. Os cariocas não largariam a praia de Copacabana para ir ao Engenhão, assim como os paulistas que não deixariam de ir ao litoral para lotar o Morumbi ou o Pacaembu. Mas na Inglaterra, mais de 600 mil pessoas encheram os estádios de primeira à quarta divisão. Somente na Premier League mais de 270 mil pessoas em sete jogos, tendo média de 30.900 espectadores por jogo. 

Culturas diferentes, tudo bem, mas até mesmo quem vem de fora jogar aqui no Brasil, como no caso de Seedorf, se surpreende ao ver que não somos "o país do futebol" como muitos consideram. Brasileiro quer saber de futebol somente quando o time dele vai bem e quando ele não encontra algo melhor para fazer. Já os ingleses tornam a ida ao estádio o algo melhor para se fazer, independente da situação do time ou do clima adverso, uma vez que na Europa, em especial na Grã-Bretanha o frio é intenso nessa época.

Entre praia e futebol, aqui no Brasil, o futebol fica em segundo plano. Uma pena, pois o espetáculo poderia ser maior do que em boa parte do ano.

15/12/2012

England League Two (Quarta divisão inglesa)

A grande zebra da Capital One Cup, já é sem dúvida o Bradford. Depois de passar pelo Wigan e chegar às quartas de finais, já fazia história para um time da quarta divisão. A chance de encarar o Arsenal era como um prêmio para jogadores e torcida. Mas não existe prêmio maior que avançar ainda mais, eliminar um dos grandes times da Europa e ser notícia no mundo inteiro.

Porém, na quarta divisão a situação não é das mais confortáveis até o momento. Atual quarto colocado, o Bradford é o primeiro fora da zona de classificação direta à terceira divisão. Com 35 pontos, está a três do Cheltenham, o terceiro colocado. Na liderança, está o Gillingham, com uma grandiosa campanha, abrindo já cinco pontos do vice líder Port Vale, que soma 39. Abaixo do Bradford, quem completa a zona de playoffs são Rotherham, Southend e Exeter. Ambos são seguidos de perto por Fletwood e Burton Albion.

Na League Two poucos são os times que já tiveram algum destaque no cenário inglês. Mas, entre os que estão, o AFC Wimbledon é o mais conhecido. Isso porque, o time que disputava as primeiras divisões foi dissolvido devido a mudança de cidade e de nome (para Milton Keynes Dons). Revoltados, os torcedores (re)criaram o Wimbledon, mas por obrigação, começou nas divisões regionais. Hoje na quarta divisão, ocupa apenas a 21ª colocação, com 19 pontos, apenas um a frente do primeiro rebaixável, o Bristol Rovers. Quem completa a zona de rebaixamento é o Barnet, com 16 pontos.

Confira a classificação, até a 21ª rodada:

1º Gillingham - 44 pontos
2º Port Vale - 39 pontos
3º Cheltenham - 38 pontos
4º Bradford - 35 pontos
5º Rotherham - 34 pontos
6º Southend - 33 pontos
7º Exeter City - 33 pontos
8º Fletwood - 32 pontos
9º Burton Albion - 32 pontos
10º Chesterfield - 31 pontos
11º Torquay - 31 pontos
12º Rochdale - 30 pontos
13º Northampton - 29 pontos
14º Dag & Red - 28 pontos
15º York City - 27 pontos
16º Morecambe - 26 pontos
17º Accrington - 26 pontos
18º Oxford United - 25 pontos
19º Wycombe - 23 pontos
20º Plymouth - 21 pontos
21º Wimbledon - 19 pontos
22º Aldershot - 18 pontos
23ºBristol Rovers - 18 pontos
24º Barnet - 16 pontos

Artilheiro: Tom Pope (Port Vale) - 19 gols

07/11/2012

A alegria de ver o futebol em pé


Modelo de arquibancada que pretendem usar nos estádios ingleses

Desde a tragédia de Hillsborough, em 1989, na qual 96 pessoas morreram nas arquibancadas de um estádio super-lotado o “padrão” de torcer mudou, e radicalmente. Primeiro na Inglaterra, onde o hooliganismo também foi um fato importante, se espalhou pela Europa até ocupar estádios em todo mundo. As "bagunças" no estádio derM lugar à ordem e segurança. Os padrões Fifa obrigaram estádios antes imensos a reduzir sua capacidade, sempre com cadeiras como num teatro. 

A tradicional "geral" desapareceu. Aqui no Brasil, até mesmo a alegria sumiu tamanha a preocupação. Nada de bandeiras, nada de gritos, nada de faixas, nada de radinhos de pilha e nada de torcer em pé. Para alguns é muito mais cômodo e confortável, chegar no estádio com cinco minutos de antecedência e ter sua cadeira lhe esperando. Mas para outros, nada melhor que chegar mais de uma hora antes e torcer em pé, abraçado com um estranho.

Em alguns países, a tradição de torcer em pé começa a recuperar seu espaço. Na Alemanha é onde mais se vê. Todos os estádios tem seu espaço para o torcedor passar os noventa minutos pulando e cantando. Porém, em jogos da Uefa é obrigatório o uso das cadeiras. Holanda, França e Itália também deixam alguns lugares para os mais fanáticos, que geralmente é atrás dos gols.

Contudo, na Inglaterra, ver jogo é só sentado. Tentando mudar isso, uma associação dos torcedores (Football Suports Trust) planeja meios de recuperar  a tradição de torcer em pé. A arquibancada proposta é semelhante à usada na Alemanha, com assentos dobráveis para os jogos das competições internacionais. Em princípio, a proposta viria de maneira teste, em um pequeno setor do estádio e, se consolidando, voltaria a fazer parte da cultura do futebol inglês.

E se até na Inglaterra, onde as regras imperam, eles cogitam a fazer testes para voltar a alegrar o torcedor, porque não fazer o mesmo aqui. Fazer voltar as bandeiras, as charangas, o carnaval nas arquibancadas voltarem a animar o futebol brasileiro, que hoje não aceita nem provocação pacífica. Mas antes, temos que tomar a atitude que os ingleses aplicaram há mais de 20 anos, que é penalizar os marginais e não quem vai para um jogo se divertir.

23/09/2012

Por que não aqui?

Vale o quanto pagamos por eles?

Não ter estádios lotados pelo Brasil, o tal "país do futebol", já não é novidade. A falta de qualidade e segurança, somado aos abusivos preços de ingressos, afastam cada vez mais o torcedor do estádio, que prefere ficar em casa ou se juntar com amigos em algum lugar para ver o jogo. Considerando a situação financeira da grande parte do povo brasileiro, pagar ao menos uns 40 reais por ingresso, sendo que serão ao menos uns dois jogos ao mês é quase impensável. Isso sem falar do transporte, lanche e flanelinhas (um absurdo!)

Além do que, quando se trata de um jogo importante e decisivo, os valores aumentam sem se preocupar com o torcedor. Aquilo que antes era 40, passa a ser 80, 100, 150 e por aí vai. Quase impossível para um torcedor acompanhar todos os jogos do seu time.

Na Europa vemos muitos estádios com casa cheia. Nos países que sofrem menos com a crise como Inglaterra e Alemanha, o sucesso do campeonato faz com que o torcedor torne a ida ao estádio um programa esperado pela semana inteira, ainda mais sabendo que podem utilizar o metrô, ao invés de ir de carro, cujo qual é possível atravessar o país em algumas horas se preciso, além de sentarem em lugares cômodos, com cobertura e ainda comerem um belo lanche, sem gastar tanto. Tá certo que o padrão de vida, em especial desses dois países, é melhor que de muitos brasileiros, mas nem isso fazem com que fiquem indignados com ações de dirigentes.

Torcedores do Borussia Dortmund foram até Hamburgo, mas não entraram no estádio. Tudo em protesto ao preço do ingresso, cerca de 19 euros (algo em torno de 50 reais), no qual normalmente estão acostumados a pagar em torno de 15 euros (cerca de 40 reais). Se por 10 reais , mas por um belo espetáculo em um palco fascinante eles reclamam assim, por que não fazemos o mesmo aqui, onde sentamos no cimento para ver o jogo debaixo de um sol de quase 40 graus, debaixo de chuva, com visão obstruída, comendo um saquinho de pipoca mais murcha que algodão que custa uns 5 reais e tomando um copo de água por 4 reais.

Já passou da hora de reclamarmos e se for o caso até boicotarmos a ida ao estádio, não só pelo preço do ingresso, mas pelos flanelinhas, pela segurança, pela qualidade do estádio e do espetáculo e principalmente pelo respeito ao torcedor que mesmo sendo o primeiro a comprar o ingresso, tem que chegar duas horas mais cedo para conseguir ficar em um lugar que consiga vibrar e torcer pelo seu time de coração. Não é só de dentro das quatro linhas que devemos invejar os europeus, mas pelo que lutam para fazer de seus campeonatos, dois dos melhores do mundo.

24/06/2012

Velhinhos que dão conta

Comemoração italiana, com grande colaboração de Pirlo e Buffon.

Enquanto Espanha, Portugal e Alemanha jogam todas suas fichas nos jovens jogadores, a Itália vai no sentido contrário. Apesar de ter alguns jovens talentos como Balotelli, Marchisio e Abate, a Azzurra depende muito de atletas como Pirlo e Buffon, já com mais de 30 anos, próximo do fim de carreira e remanescente da campanha do título mundial de 2006.

Esses grandes craques do futebol vão conseguindo levar a Itália novamente ao caminho das conquistas, após o fiasco do Mundial de 2010. Porém, teriam pela frente a Inglaterra, uma das surpresas da competição. Depois de superar a França no grupo D, os ingleses ainda assim não chegavam em vantagem, mas teriam pela frente uma Itália não tão favorita. O jogo prometia ser tão pragmático quanto Espanha e França, no dia anterior, mas  o confronto foi muito melhor do que se esperava e teve grandes chances de gol.

As chances italianas caiam sempre nos pés de Balotelli, mas reparar um pouco antes do lance, perceberá que quem começou grande parte foi Pirlo. O meia da Juventus deixou o camisa nove diversas vezes na cara do gol, mas o avante parava ou em Hart, seu companheiro de clube ou era travado pela zaga. Nas poucas chances da Inglaterra, Buffon teve trabalho e precisou que se esforçar para segurar os britânicos.

As chances variaram mas o gol não saiu no tempo normal. Na prorrogação, só os italianos queriam a vitória. Os ingleses pareciam contente em decidir nos pênaltis. Nas cobranças de penalidades, Montolivo foi o primeiro a desperdiçar. A Inglaterra tinha vantagem até Pirlo ir cobrar. Na cobrança, uma cavadinha que encheu de moral os italianos e acabou com os ingleses. Depois de Pirlo, Young e Cole pararam na trave e em Buffon. Coube à Diamante converter a última penalidade e fazer brilhar o sorriso no rosot de jogadores e torcedores da Azzurra que depois de doze anos voltam a uma final de Eurocopa. 

20/06/2012

Palpites da Euro

Depois da minha vexatória participação nas apostas para a primeira fase da Eurocopa, acertando apenas três dos classificados, chegou a hora de me arriscar com os palpites das quartas de finais. Dessa vez, com placar e tudo.

República Tcheca 1x2 Portugal: Apesar de ter uma seleção fraca, os tchecos são bem organizados e contam com um goleiro que intimida.A dedicação de Jiracek impressiona, assim como a passividade de Baros. Mas, a ausência de Rosicky, o cérebro da equipe (se confirmada) fará falta. Por outro lado, Portugal também não foi bem na fas inicial, embora contrariou a muitos só em avançar. O talento de Cristiano Ronaldo deve fazer a diferença e os Tugas avançarão.

Alemanha 2x0 Grécia: O time alemão é, sem dúvidas, um dos francos candidatos ao título. Embora isso seja irrelevante ante a Grécia, especialista em quebrar prognósticos. O problema da seleção azul e branca é a ausência de seu grande jogador, Karagounis, que suspenso, ajudará apenas na torcida para que a retranca grega funcione. Apesar de difícil, a Alemanha conseguirá furar a defesa grega e vence o jogo.

Espanha 1x1 França: A notícia na capa do jornal Marca era que os franceses estariam com medo de enfrentar os espanhois. Porém, quem deve se preocupar é a Espanha, que já não joga bem como no Mundial e já tropeçou contra a Itália. Acredito eu que caso o adversário fosse a Inglaterra, o favoritismo espanhol seria maior. Já os franceses, terão sua grande prova. Apesar de um pouco abalados pela derrota contra a Suécia, o técnico Blanc tem bons jogadores e deverá endurecer o jogo. O jogo deverá ser decidido nos pênaltis, nisso, aposto, ousadamente, na França.

Inglaterra 0x1 Itália: Um jogo chato. Assim deverá ser visto o duelo entre ingleses e italianos. Com dois treinadores que sabem das limitações dos seus times, deverão primeiro pensar em não levar o gol para depois fazer. Porém, o time italiano tem mais jogadores capazes de decidir o jogo e o maluco beleza Balotelli conhece bem seus adversários, assim, fará a diferença. Pesa contra a Azzurra, a ausência de Chielinni, machucado. No sufoco, passa a Itália.

E você, aposta em quem? Deixe seus palpites.

19/06/2012

Saindo de cabeça erguida

Suécia provou que poderia ir mais longe na Euro. Azar da França.

Decepção e sensação, eliminada e virtualmente classificada. Esse era o duelo entre Suécia e França. Enquanto uma decepcionou, a outra se redimia dos fiascos da última Copa e mostrava ao mundo sua nova geração. Mas, quando o jogo começou, tudo isso se inverteu. A Suécia, que já não tinha mais nada com nada na competição mostrou um pouco do bom futebol que se esperava dela desde o início. Por outro lado, a França, apagada em campo pouco produzia, talvez já acomodada com a provável classificação.

As melhores oportunidades eram do lado sueco, na principal, Toivonen driblou o goleiro, mas parou na trave. A França chegou em algum lance ou outro, mas só acordou para o jogo quando Ibrahimovic marcou um golaço, o mais belo da competição até o momento. Sabendo que a Inglaterra vencia a Ucrânia, os franceses começaram a pressionar, afinal a derrota lhes tiravam a primeira colocação e caso os ucranianos virassem o jogo, quem ficaria fora, era os bleus.

Mas, apesar de algumas boas chances, em especial com Giroud, o máximo que a seleção francesa conseguiu foi levar o segundo gol. O mais preocupante foi o abatimento que caiu sobre os comandados de Blanc, talvez já preocupado com o confronto ante a Espanha. 

Quem se livrou da Fúria foi a Inglaterra, que mesmo contestada sai invicta da primeira fase e líder do grupo. Porém, o futebol ainda está longe do esperado. O time que já havia jogado mal contra os franceses, tendo como prioridade apenas se defender, tiveram postura semelhante jogando contra os anfitriões. Sem Shevcheko, os ucranianos tentaram de todas as maneiras, mas a falta de pontaria e o excesso de preciosismo evitaram que o gol saísse. Na melhor oportunidade, a bola até entrou, mas nem árbitro, nem bandeira, muito menos o "outro" que fica atrás do gol viram que o chute de Devic, que Terry "tirou".

O gol inglês atrapalhou os planos ucranianos, mas não impediu a falta de vontade dos jogadores locais, que se entregaram até o último minuto, em busca de ao menos um gol. O placar não se alterou, mas não tirou a empolgação da torcida com o time, que saiu aplaudido e de cabeça erguida de campo e da competição, fazendo mais do que alguns - como eu - esperavam

15/06/2012

Um banho gelado na esperança ucraniana

Uma chuva que molhou as expectativas ucranianas

A empolgação ucraniana era algo fantástico, afinal nem mesmo os mais fervorosos poderiam acreditar que o time poderia vencer a Suécia no jogo. Até esse que vos escreve apostou em um fiasco dos comandados por Oleg Blokhin. Mas depois da vitória, eles vieram empolgados para o duelo que poderia lhes garantir a vaga.

Logo que o jogo começou, uma tempestade torrencial paralisou o jogo por mais de 50 minutos. Quando voltaram a campo, estavam sem nenhuma empolgação. Alguns chegaram a comentar nas redes sociais se esse poderia ser considerado o pior jogo da competição até o momento. As poucas chances no jogo vieram do lado francês, mas nada que pudesse assustar muito o torcedor.

No segundo tempo, um pouco mais de emoção no jogo. A Ucrânia começava a se soltar no jogo. Shevchenko teve uma boa chance, mas em um contra ataque Menéz faz bela jogada e abriu o placar para os franceses. O gol "murchou" a torcida local. Os gritos, os cantos e a empolgação acabaram. A esperança demorou um pouco mais, mas acabou indo quando Cabaye deixou sua marca e ampliou a vantagem dos bleus. Um banho maior que a chuva que quase inundou Donetsk. Se a França se candidata ao título, os ucranianos se contentam em passar da primeira fase, mas agora terão de vencer ninguém menos que a Inglaterra, que quase viu a vaca ir para o brejo, mas com sorte venceu, eliminou os suecos e tem vantagem contra a Ucrânia.

O English Team, ainda desfalcado de Rooney, veio a campo com Carrol, a fim de explorar a fragilidade área sueca, tal como fez a Ucrânia. Ainda no primeiro tempo, conseguiram, justamente com Carrol. Mas, no segundo tempo, pagaram do mesmo veneno. Primeiro Melberg usou os pés para empatar, mas a virada veio justamente no jogo aéreo, de novo com o zagueiro viking.

Mas, em dois lances de sorte, os ingleses viraram o jogo. Primeiro com Walcott, que acabara de entrar, chuta e Isaksson vai mal na bola - ou melhor, não vai na bola - e a Inglaterra empata. Pouco depois, após levar um sufoco sueco, Walcott novamente avança e cruza, Welbeck emenda um toque de letra, até certo ponto sem querer e só vê a bola escorregando para o gol.

Depois disso, a força viking acabou. Só restou esperar o fim do jogo para sacramentar a eliminação sueca, contrariando a muitos prognósticos - inclusive o meu - de que a Suécia poderia novamente chegar em uma fase aguda.

11/06/2012

Fazendo história na Euro

Sheva escreveu seu nome na história da Euro

Alguns jogadores ficam marcados por jamais disputarem grandes competições como Copa do Mundo ou Eurocopa, tais como Ryan Giggs ou Jari Litmanen, tamanha é a fragilidade da seleções de seus respectivos países. Shevchenko já havia participado de uma Copa do Mundo, mas ainda faltava no currículo desse grande artilheiro havia a lacuna de uma Eurocopa. Para conseguir tal feito, precisou contar com a sorte da Ucrânia ser escolhida uma das sedes e ele ter conseguido superar as seguidas lesões para enfim disputar uma Euro, já no final de sua carreira.

Sheva terá na competição a sua última como profissional, já sabendo que não conseguiria jogar todos os jogos. Assim, ele teria ao menos dois jogos para tentar marcar seu nome na história da competição. Para a sorte de todos os adoradores de futebol e da história da Eurocopa já no primeiro ele conseguiu um feito histórico. 

Na primeira participação ucraniana na competição, Sheva e sua turma teriam pela frente a Suécia, de Ibrahimovic, seu sucessor no Milan. Os suecos vinham como um dos favoritos no grupo, a frente até da Inglaterra, enquanto a Ucrânia entrava simplesmente para evitar um vexame. Mas, a história dessa Eurocopa mostra que ser favorito não tem valido muito a pena. Tal como outras seleções renomadas, os suecos tiveram dificuldade de impor seu jogo e pouco fizeram. Mas logo no início do segundo tempo, Ibrahimovic mostrou seu senso de oportunismo e abriu o placar. 

Muitos já não esperavam nada de Shevcheko, afinalo camisa sete pouco havia feito, mas em dois lances usou todo seu faro de gol e posicionamento de artilheiro para virar o jogo. Os dois primeiros gols, os três primeiros pontos e a primeira vitória da Ucrânia saíram da cabeça de Sheva. Muito mais que isso, a emoção da torcida, um sentimento único de êxtase veio graças a Sheva, o grande craque desse país.

Mas, antes que Shevchenko fizesse história, França e Inglaterra fariam o que imaginávamos ser o melhor jogo da rodada. Porém, diferente do que queríamos, o jogo foi bem aquém do que esperávamos. Para não correr um risco de amargar uma vexatória eliminação, a Inglaterra entrou cautelosa mas ao mesmo tempo ofensiva. Por outro lado, a França não conseguia fazer o mesmo jogo dos últimos amistosos e pouco criava, mesmo jogando com Ribéry e Nasri. 

Em um cruzamento, Lescott abriu o placar para os ingleses em um belo cabeceio. Alou Diarra tentou empatar na mesma moeda, mas foi Nasri, num chute de fora da área, com certa colaboração de Hart que empatou. Mesmo com o segundo tempo mais movimentado, ambas seleções deixaram a desejar.

07/06/2012

Os palpites da Eurocopa


A Eurocopa vai começar. Se você anda meio por fora ou quer ver o que acho de cada seleção, se ligue no post abaixo.


Grupo A

Polônia: Vem em incrível crescimento. Uma vaga nas quartas de finais está de bom tamanho. Aposta: 1º do grupo.
Grécia: Já deu sorte de estar na Euro e não deve repetir a façanha de 2004. Aposta: 3º do grupo.
Rússia: Mantém a base de 2008, que foi semifinalista, mas vem desgastada. Se passar deve parar nas quartas. Aposta: 2º do grupo.
República Tcheca: Candidata a fiasco da competição. Mesmo em um grupo fraco deverá ser a lanterna. Aposta: 4º do grupo.

Grupo B

Alemanha: Favorita ao título, mas não pode dar bobeira. Aposta: 1º do grupo.
Holanda: Mais uma candidata ao título, mas ainda inferior à Alemanha. Se não vacilar contra Portugal, avança. Aposta: 2º do grupo.
Portugal: Apesar do bom time deu azar de cair num grupo como esse. Um milagre e o time avança, caso contrário cai na primeira fase. Aposta: 3º do grupo.
Dinamarca: Seleção que poderia incomodar se o grupo fosse mais fraco. Como não é, deve apenas fazer três jogos e voltar pra casa. Aposta: 4º do grupo

Grupo C

Espanha: Candidata ao título, ao lado da Alemanha, mas tem menos favoritismo que em outros tempos. Aposta: 1º do grupo.
Itália: Chega turbulenta na Euro e pelo que mostra vai sofrer. Se passar estará no lucro, porém, acredito que dê vexame de novo. Aposta: 3º do grupo.
Irlanda: Já que não tem a Suíça, a Irlanda se encarrega de fazer o ferrolho. Bem armada pode ser a surpresa da Euro. Aposta: 2º do grupo.
Croácia: Apesar da boa seleção não deve ser capaz de chegar em algum lugar. Aposta: 4º do grupo.

Grupo D

Ucrânia: Pior time do torneio. Vai ter que suar a camisa para não passar vergonha. Aposta: 4º do grupo.
Inglaterra: Muitas lesões e um técnico recém chegado tornam uma zona a seleção da terra da rainha. Aposta: 3º do grupo
França: Se reergueu e está só atrás de Espanha, Alemanha e Holanda. Aposta: 1º do grupo.
Suécia: Seleção bem organizada e tem Ibrahimovic no ataque. Aposta: 2º do grupo.

16/05/2012

Ingleses à brasileira

Hodgson não deverá sorrir tanto durante a Euro

Difícil de acreditar mas o modelo de comando do futebol inglês (no que se refere a seleção nacional) está no mesmo patamar que a seleção brasileira. Porém, diferente do que muitos esperavam, a tradicional organização não está presente em ambos.

Que a CBF é a "casa da mãe Joana" todos sabiam, agora parece que a FA (Football Association) gostou do nosso modelo e passou a adotar. Depois de vexames, primeiro por ficar fora da Euro de 2008 e da fraca campanha no Mundial, se esperava um mínimo de padrão de jogo da equipe de Fábio Capello. Porém, após alguns atritos com a federação acabou saindo do comando a poucos meses da Eurocopa de 2012. 

Depois de muito se especular, o escolhido para comandar a equipe foi Roy Rodgson, técnico muito contestado que só conseguiu fazer (poucas) campanhas boas em equipes de menor expressão. Pouco para quem tinha Capello e pretendia Harry Redknaap. Para ajudar (?), Gary Neville, ex-jogador do Manchester United será seu auxiliar, porém, o lateral não tem experiência nenhuma.

Na hora da convocação, inúmeras incoerências. Lembra alguém...

Nomes como Downing, Carrol, Milner e Defoe foram altamente criticados pelo que produziram durante a temporada. Por outro lado, Ferdinand ficou de fora. O veterano zagueiro foi preterido por seu companheiro de clube, Phil Jones, mas muito em função dos entreveros com Terry. Para ajudar, Rooney terá de cumprir dois jogos de suspensão.

E assim chega a seleção inglesa para a Euro, os sempre tão pomposos da terra da rainha, com um amontoado de (alguns) bons jogadores que não tem um comando e recheado de polêmicas, dentro e fora de campo. Na mais pura opinião, não passa nem da primeira fase, no grupo com Suécia, França e os anfitriões ucranianos.

Que em 2014 estejamos um pouco mais organizados...

20/04/2012

Assombrosa coincidência


Caro leitor, você provavelmente nunca deve ter ouvir falado de Poul Dam. Também pudera, uma vez que o goleiro não é nem de longe comparado aos melhores do mundo, como Cech, Buffon, Casillas, Marcos... enfim, vocês entenderam. O atleta de 25 atua no B71 Sandur, de seu país natal. 

Mas o que torna esse goleiro um dos personagens mais citados dos últimos dias, foram suas convocações para a seleção faroesa. Não que ele tenha feito jogos espetaculares ou tomado frangos marcantes, mas por suas trocas de camisa, tradicionais ao final do jogo.

Em sua primeira partida na seleção sub-18 das Ilhas Faroe, em 2003, o goleiro até então com apenas 16 anos,  não deve nem ao menos ter entrado no jogo ante a seleção inglesa, mas no final da partida trocou a camisa com Fabrice Muamba, que a  pouco mais de um mês sofreu  uma parada cardio-respiratória em campo. Por sorte, o francês está bem e pode, em breve, retornar aos gramados.

Depois de cinco anos longe da seleção, Dam retorna, em 2008, ao selecionado para um confronto ante a Itália, com as seleções sub-23. Ao final da partida Poul troca sua camisa com...Piermario Morosini, falecido no último sábado após um mal súbito, semelhante ao de Muamba.

Agora eu pergunto, você trocaria a camisa com Dam? Por via das dúvidas, é melhor não. Mas quem sabe essa não pode ser uma estratégia da modesta seleção para assustar os adversários.


10/11/2011

Veja como está a Npower League 1, a terceirona da Inglaterra

Hoje, na seção dos campeonatos, falaremos do campeonato inglês. Aí vem a pergunta: “Mas a seção não fala só de campeonatos "escondidos" pelo mundo?



Sim, falei do campeonato inglês, mas da terceira divisão. É isso aí, diferentemente dos outros campeonatos que já postei, a Npower League 1, não vai haver um bicampeão, pois os dois primeiros avançam à segunda divisão nacional. Do terceiro ao sétimo colocado, é disputado um playoff onde o vencedor se junta aos dois primeiros.

Bom, vamos ao que interessa. Mesmo se tratando de terceira divisão, seja na Inglaterra ou em qualquer lugar do mundo, há alguns times de certa tradição disputando. Nesse ano temos o Charlton, que lidera de braçada e lidera com cinco pontos de vantagem para o segundo colocado. Os Red Robins desabaram divisões abaixo, assim como o Santa Cruz, aqui no Brasil, mas agora tenta se reerguer. Seguindo de perto, está o Huddersfield, time que venceu a primeira divisão por três vezes na década de 1920, mas desde a temporada 1971-72 não disputa a elite.

Na zona de playoff, tudo muito embolado. Dos quatro times, três são muito tradicionais e estão separados por apenas cinco pontos. Entre os times estão o Sheffield Wednesday, Sheffield United e Notts County (time mais antigo de futebol ainda na ativa). Pouco abaixo dele está o Stevenage, que à duas temporadas estava na quinta divisão e agora já está na briga para subir à segundona. Abaixo dele pelo menos mais seis times com condições de subir.

Na parte de baixo, também está tudo indefinido. O Yeovil, lanterna da competição, pode se livrar da zona da degola com apenas uma vitória.

Ainda restando 29 rodadas para o fim, a única certeza que tenho é que o Charlton é o time mais regular. Do resto, tudo pode acontecer.

Confira a classificação:
1º Charlton – 40 pontos
2º Huddersfield – 35 pontos
3º Sheffield Wednesday – 33 pontos
4º MK Dons – 30 pontos
5º Sheffield United  - 29 pontos
6º Notts County – 28 pontos
7º Stevenage  - 26 pontos
8º Tranmere – 26 pontos
9º Brentford - 26 pontos
10º Carlisle - 26 pontos
11º Colchester - 23 pontos
12º Hartlepool – 23 pontos
13º Preston  - 23 pontos
14º Oldham – 22 pontos
15º Bury – 21 pontos
16º Bournemouth – 19 pontos
17º Scunthorpe - 18 pontos
18º Leyton Orient – 18 pontos
19º Exeter – 16 pontos
20º Walsall – 15 pontos
21º Rochdale – 14 pontos
22º Chesterfield – 13 pontos
23º Wycombe – 13 pontos
24º Yeovil – 12 pontos

Artilheiro: Bradley Wright-Phillips (Charlton) - 13 gols

O dia que a Fifa perdeu

Para muitos o dia 9 de novembro de 2011, não deve significar muita coisa, mas para quem acompanha seriamente o futebol sabe que essa data pode ter sido um marco na história do futebol, foi o dia em que a Fifa perdeu um duelo, se rendeu aos que levam o futebol a sério.

Tudo começou com um pedido da FA (Football Associacion, responsável pelo futebol na Inglaterra) junto à Fifa para a utilização de uma papoula estilizada na camisa da seleção, que joga no sábado, contra a Espanha. A representação da papoula é uma homenagem aos veteranos da primeira guerra, celebrado no dia 11 de novembro, onde os times usam em suas camisas durante todo mês. A flor vermelha remete à região dos Campos de Flandres, na Bélgica, onde ocorreram algumas batalhas da guerra. Além da flor, os times fazem um minuto de silêncio em todas as divisões do campeonato.

A papoula é usada por todos os times filiados à FA

Porém, a Fifa negou esse pedido, alegando que é proibido qualquer manifestação política, racial ou religiosa, causando indignação em todos na Inglaterra. Mesmo assim, para enfrentar a entidade que gere o futebol, personalidades como o Príncipe William, atletas e ex-atletas, afirmavam que a seleção inglesa e as outras seleções britânicas deveriam “peitar” a Fifa e utilizar o símbolo.

Sabendo que uma grande e importante seleção estava disposta a bater de frente, a Fifa recuou e permitiu a utilização da papoula. Isso só mostra que a Fifa não é dona de tudo. E que o exemplo inglês sirva de exemplo, inclusive para o Brasil, para que Joseph Blatter e seus aliados percebam que o futebol é mais importante que eles.

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