29/01/2013

O que vale mais?

Na última vez que fui ao Pacaembú, ver um jogo do Palmeiras, gastei exatamente 52 reais, incluindo ingresso (nada de meia entrada), combustível, pedágio e até uma cervejinha antes do duelo. Para ver o confronto Ituano x Santos, nessa quarta-feira, na cidade onde moro e consigo ir sem utilizar qualquer meio de transporte preciso desembolsar 50 reais, para a arquibancada descoberta. Se quiser arquibancada coberta, 80 reais. Se for de carro, ainda devo pagar uns 10 reais para qualquer vagabundo não riscar o veículo. 

Óbvio que um confronto de campeonato paulista não vale isso, por isso não pagarei tal valor. Tentei comprar meia entrada, mesmo já não sendo mais estudante, mas como a carteirinha da faculdade não tem data de validade, não aceitaram. Ela só terá validade com o comprovante de pagamento. Ou seja, me ferrei.  Só quero ver se em um jogo contra a União Barbarense ou contra o Oeste eles vão adotar a mesma medida.

Sei que o que fiz é errado, mas até a hora do jogo, ainda tentarei entrar com minha carteirinha de "estudante", afinal, 50 reais é algo abusivo. O preço pode ser justificado pela venda do carnê para todos os jogos, com um preço bem acessível, porém e quem não conseguirá ir em todos os jogos? Como vou comprar o carnê se nos jogos de meio de semana que forem as 19h30 não saberei se terei condições de ir. Assim como eu, muitos vivem a mesma situação. E quem não compra o ingresso para não desperdiçar dinheiro por não ir ao jogo se ferra e paga um alto preço? 

Depois reclamam que as torcidas do interior preferem os times da capital. Além de não ajudarem com o preço, ainda deixam 3/4 do estádio para a torcida do time grande. Toda vez é a mesma história. O time da cidade vira visitante, inclusive com o pior lance de arquibancada. É legal, para o santista de Itu, ver seu time, mas algum time grande precisa de algum apoio contra os pequenos nesse pífio campeonato paulista? Tenho certeza que não. Então porque não incentivar o torcedor ituano a ir ao estádio e prestigiar o time da cidade, aquele que mais um ano vai lutar para não ser rebaixado. Alternativas como ir ao estádio pagando um preço menor para quem for ao jogo com a camisa do Ituano, poderia ser uma boa não só para trazer renda como também apoiar o Galo.

Depois, chega nas últimas rodadas e fazem de tudo para o torcedor ir. Quantas vezes não fui ao estádio com ingressos sendo dado nas redondezas. Na hora que precisa todos facilitam. Ai o time cai e os dirigentes  vem com a baboseira de que o torcedor não apoia. Desse jeito fica difícil, até mesmo motivar o torcedor ituano a ir ao estádio assim que acabar o Paulistão, quando só há jogos fracos e nos domingos pela manhã. 

Será que não vale mais a pena abaixar o preço do ingresso a 20 reais, nem que seja apenas para a torcida local e ver o estádio inteiro apoiando o Ituano? Os visitantes que se danem, mesmo os "visitantes de Itu". Porém, acho que é mais fácil ver a cor do dinheiro no momento, deixando o torcedor e o time de lado e depois reclamar da situação. Por essas e outras que prefiro ir à São Paulo, Barueri ou...bem longe e ver o Palmeiras do que ver um jogo do Ituano.

28/01/2013

"Verba zero"

Financiar baderneiros para isso?

Parece que o futebol brasileiro começa a tomar ares de profissionalismo. Apreciamos o que vários presidentes fizeram por seus clubes, transformando-os em verdadeiras fábricas de dinheiro, talentos e profissionalismo, igualando (com as devidas proporções) os principais times do mundo. Porém, desses, poucos foram capazes de acabar com quem está acabando com o futebol, as torcidas organizadas.

Hoje vemos atitudes dos principais clubes que pode ser um prenúncio do fim dessas torcidas. Cansado de tanta briga e destruições da imagem do clube, o vice presidente do Grêmio, Nestor Fernando Hein acabou com qualquer benefício às torcidas organizadas do clube gaúcho. Segundo ele, o clube não deve ser meio de vida para ninguém além de jogadores e funcionários.

Sem ingresso ou qualquer outro benefício, já há quem tema novas brigas. Mas no que depender do clube e da polícia, muitos deles terão dificuldades até mesmo para entrar na nova Arena. A partir de agora, todos serão cadastrados e em qualquer problema, o meliante já será prontamente identificado.

Demorou, mas essa é a atitude que já deveria ter sido tomada a muito tempo. Financiar torcedor para ir ao estádio, fazer carnaval e ainda arrumar confusão não vai ser a solução para nenhum time. Torcedor que é torcedor vai por que gosta do clube, quer apoiar, vibrar e eventualmente criticar também, por que não? E todos eles vão com o dinheiro do próprio trabalho. Chega de dar dinheiro para marginais, para quem arruma confusão no estádio e para quem denegride a imagem do clube.

Aos poucos, com ações semelhantes de TODOS os clubes, sobrarão para esses tais apenas brigar nas ruas, porque nos estádios estarão os que querem torcer em paz.


27/01/2013

Tudo o que precisa é calma


Sei que é difícil, torcedor palmeirense, mas tudo o que o Palmeiras precisa nesse momento, mais do que reforços, é CALMA. Isso mesmo, calma para Gilson Kleina trabalhar, calma para com os jogadores que já estão pressionados por si só e, principalmente, calma com o trabalho de Paulo Nobre, mesmo barrando contratações como a de Riquelme.

É dose aguentar uma derrota em casa ante o Penapolense, mas fazer o quê? Querem Maurício Ramos fora do time, tudo bem, mas aí quem o Kleina escala? Queriam Juninho fora, mas aí aguentamos o Wendel. Querem Valdívia e Luan fora para aguentar mais (ou menos) de Mazinho e Maikon Leite? Souza pode não ser o reforço dos sonhos, mas é nele que temos que depositar algumas fichas, além claro de Barcos. A triste realidade é essa.

De nada adianta criticar o time nas primeiras rodadas do Paulistão, por pior que o time esteja. Já falei para muitos e torno a falar, se o Palmeiras apenas subir na Série B e ao menos passar da primeira fase da Libertadores, já considero um grande ano. Antes de sonhar com algo maior é preciso por os pés no chão e ver onde estamos. Criticar jogadores e queimar Gilson Kleina só trará ainda mais atraso na reformulação.

Hoje, para o Palmeiras, o Paulistão “não vale nada”, então, é hora de pedirmos para ver a molecada jogar. É hora de ver Chico, Edílson, João Pedro, Luís Gustavo, Fernando, Bruno Oliveira... Precisaremos deles na segunda divisão. Devemos fazer da competição uma pré temporada de luxo (sé é que algo pode ser de luxo na fase atual).

Ao menos, enfim vi algo que me deu alegria. Os torcedores de verdade criticando aqueles que só querem criticar. As torcidas “orgazinadas” (não sei para que mais que uma, afinal elas defendem o mesmo time) não sabiam quem vaiar ou quem aplaudir. O apoio contra eles veio daqueles que pagam ingresso a todo jogo e que sofrem, seja no trabalho, seja na escola ou seja sozinho em casa. Criticar é sim um meio de fazer com que as coisas melhores, porém, a única mudança restante à torcida hoje é de time. De resto, é somente calma, para que a coisa não fique ainda pior.

25/01/2013

II Liga (Segunda divisão portuguesa)

Há pouco tempo você viu como anda a situação do Rangers, que amargura a quarta divisão da Escócia. Assim como ele, outros times viveram o mesmo mal das más administrações e hoje penam nas divisões menores de seus países. Embora muitos não sejam tão tradicionais como o clube azul de Glasgow, tem sua história vencedora, como por exemplo o Belenenses.

Considerado o grande time de Portugal antes da criação da liga portugesa (1933), juntamente com o profissionalismo do futebol português, foi também o primeiro time a interromper a sequência de títulos dos gigantes portugueses (Benfica, Sporting e Porto), em 1945-46. Acostumou-se com a elite, tanto que foi o último time, com excessão dos grandes, que foi rebaixado, na temporada 1982-83. Mesmo antes do escândalo de corrupção do futebol português, que culminou com o rebaixamento do Boavista e penalizações à alguns clubes, inclusive o próprio Belenenses, fez grandes campanhas, como por exemplo a quinta colocação na temporada 2006-07.

Porém, as dívidas o condenaram a fatídica segunda divisão portuguesa. No primeiro ano, flertou com a queda para as ligas regionais, onde hoje se encontra o Boavista e no segundo, fez apenas uma campanhas segura com poucas chances de acesso. Em seu terceiro ano seguido na segunda divisão, aprece enfim ter reencontrado o caminho de volta a elite. Líder da II Liga com ampla vantagem para o segundo colocado, o Sporting B, já começa a planejar a festa do retorno, mesmo faltando 18 rodadas. 

Sabendo que o Sporting B não pode conseguir o acesso, o primeiro rival na briga pelo acesso é o Arouca, com 12 pontos a menos. Belenenses e Arouca seriam os classificados à elite, mas Desportivo Aves e Santa Clara ainda sonham com a vaga. Com o provável acesso, o Belenenses já precisa pensar sua vida na elite, uma vez que boa parte das equipes, até mesmo o Sporting, estão com dificuldades financeiras.

Difícil achar alguma decepção na segunda divisão portuguesa, já que é recheada de equipes "B", porém ouso apontar o Leixões, time que a pouco disputou a elite. Na parte de baixo, Trofense e Freamunde, são os dois clubes que seriam rebaixados se a competição acabasse hoje.

Confira a classificação até a 24ª rodada:

1º Belenenses - 54 pontos
2º Sporting B - 44 pontos
3º Arouca - 42 pontos
4ª Desportivo Aves - 39 pontos
5º Santa Clara - 36 pontos
6º Benfica B - 35 pontos
7º U. Madeira - 35 pontos
8º Tondela - 35 pontos
9º Leixões - 34 pontos
10º Oliveirense - 34 pontos
11º Porto B - 34 pontos
12º Penafiel - 33 pontos
13º Portimonense - 33 pontos
14º Feirense - 30 pontos
15º Naval - 30 pontos
16º Atlético - 29 pontos
17º SC Covilhã - 23 pontos
18º Marítimo B - 23 pontos
19º Braga B - 22 pontos
20º Vitória de Guimarães B - 22 pontos
21º Freamunde - 19 pontos
22º Trofense - 19 pontos

Artilheiros: Joeano (Arouca) e Rabiola (Desp. Aves) - 13 gols

24/01/2013

Superbowl do futebol brasileiro

Everaldo Marques, narrador dos canais ESPN, descreve o Superbowl como um grande sucesso por ser o jogo que decide o campeão nacional, diferente dos outros campeonatos americanos que são disputas em sete jogos ou dos tradicionais campeonatos de futebol, que ocorrem no formato de pontos corridos. Nem mesmo os antigos mata-matas que eram disputados o campeonato brasileiro de anos atrás poderia se assemelhar ao Superbowl, pois eram ao menos dois jogos da final.

Eu sempre fui favorável a uma disputa desse tipo, afinal ainda acho o mata-mata mais empolgante que os postos corridos. Porém, também sei que organizar algo desse tipo como o Superbowl com o futebol e no Brasil é algo muito difícil. Mas será que não valeria a pena fazer algo do tipo?

Pensem, o jogo que encerraria a temporada, disputado entre o campeão brasileiro contra o campeão da Copa do Brasil, valendo o título simbólico de "melhor time do Brasil". Claro que ainda não chegaria nem aos pés da final do futebol americano, mas seria uma maneira de atrair a atenção de estrangeiros, com o jogo até podendo ser vendido para algum outro país, como China, Estados Unidos ou Japão. Se não, defina-se um estádio, desses tantos que vão ficar as moscas após a Copa do Mundo para realizar o confronto. Imaginem se um duelo entre Palmeiras e Fluminense (atuais campeões nacionais) não lotaria a Arena de Natal.

Vemos tantas ideias pífias sendo aprovadas por aí que não custa tentar.

23/01/2013

Carisma

Neil Lennon nunca foi um primor técnico em campo, atuando apenas por equipes com pouca notoriedade. A única exceção foi o Celtic, clube pelo qual atuou por sete temporadas e iniciou sua carreira como treinador, em 2010. Longe de ser um técnico top de linha, mas já coleciona certos feitos como derrotar o Barcelona, pela Champions League e quase segurar um empate com o mesmo em pleno Camp Nou, além de conseguir a classificação para as oitavas de finais cujas quais o time verde e branco não chegava desde a temporada 2006-07.

Com o campeonato escocês encaminhado, o foco passou a ser ao menos evitar um desastre ante a Juventus. Embora haja toda a pressão em cima disso, nada parece tirar o carisma e a simpatia de Neil Lennon, nem mesmo o celular tocando de um repórter. Veja a cena abaixo e tire a conclusão. Será que um Muricy Ramalho ou um Felipão fariam o mesmo? Acho que nem Tite faria.



22/01/2013

Nova família



Diego Alves, Júlio César, Adriano, Dani Alves, Felipe Luís, David Luiz, Dante, Miranda, Leandro Castán, Arouca, Ramires, Paulinho, Hernanes, Oscar, Lucas, Ronaldinho Gaúcho, Hulk, Fred, Luís Fabiano e Neymar. Essa é a formação, ainda não definitiva, da nova "família Scolari". A primeira convocação de Felipão quebrou os paradigmas de volantes carrancudos, trouxe de volta os centroavantes de ofício e claro preservou a qualidade, além de trazer nomes esquecidos por Mano e apostar na experiência.

Claro que sempre haverá contestações, algo mais que tradicional, quando se fala de seleção brasileira, mas num contexto geral, é um time capaz de fazer frente aos adversários com quem fará amistoso.

No gol, Diego Alves e Júlio César fazem por merecer sua convocação, mas Diego Cavalieri também. Problema para Felipão. O início da temporada brasileira ainda da uma desculpa à Felipão, mas quero ver se ele mantiver o ritmo do ano passado até a próxima convocação. Júlio, apesar de atuar no QPR, voltou a apresentar o futebol dos tempos áureos de Inter, além de apresentar a segurança no gol que tanto agrada Felipão. 

Nas laterais, nada de especial. Felipe Luís volta a ter chance, mas já teve melhores momentos. Marcelo fica fora por ainda estar machucado. Já na zaga, a grata surpresa é Dante. Melhor zagueiro do primeiro turno da Bundesliga, ganhou a merecida chance. Pelo que vem apresentando, tem tudo para assumir ao menos um lugar no grupo, sabendo que ainda há Thiago Silva, não convocado por estar lesionado. Miranda e Castán lutam para se firmar e "roubar" a vaga que era de Dedé, na gestão de Mano.

No meio, o fim dos cães de guarda. A preferência de Felipão no atual momento são os volantes modernos. Com Arouca, Ramires, Paulinho e Hernanes, é possível marcar e jogar com qualidade. A frente, apenas Oscar, uma vez que Lucas e Ronaldinho jogam mais pelos lados. Mas, assim como em 2002, nada impede que o Gaúcho seja o homem de ligação.

Na frente Neymar é o incontestável. Hulk, Fred e Luis Fabiano brigam pela camisa 9. Conhecendo o estilo de Felipão, quem deve se dar bem é Fred. Acostumado a sempre ter um centroavante de ofício, dificilmente abrirá mão, como fez Mano em certos momentos, quando atuava semelhante ao Barcelona, sem um jogador fixo na área. A opção errônea foi com Luis Fabiano, que já não vivia bom momento no final do último ano. Porém, a falta de opções o levou até o posto.

A ausência mais sentida é a de Kaká. E se nem Felipão quer falar de jogador não convocado, não há o que comentar. Espaço tem, mas hoje, dividido com Ronaldinho. Ou um, ou outro. Os dois não dá. Além deles, acho que William, do Shakhtar poderia ter uma vaga no time. Quem sabe na próxima convocação.

Escolhido os jogadores, é hora de armar o time. Muito se comenta da possibilidade em usar David Luiz como um volante ou até mesmo como terceiro zagueiro, como Edmílson em 2002. Pensando bem, armar o time da maneira da seleção pentacampeã não é má ideia. Com a zaga formada por Dante e Castán, com David Luiz fazendo a função de líbero, deixaria Dani Alves mais solto em campo, podendo enfim render algo perto do que rende no Barcelona. Com Ramires e Hernanes, e Oscar a frente o meio de campo fica criativo e marcador. Neymar com liberdade e Fred sendo o homem gol poderia muito bem dar jogo. Mas onde ficaria Ronaldinho? Com quatro zagueiros e sem David Luiz no meio, o time teria que ser bem armado para não ficar desprotegido, mas abriria a possibilidade de Ronaldinho e Neymar jogarem juntos.

Temos até dia 6 de fevereiro para palpitar, antes de ver a seleção entrar em campo, contra a Inglaterra, em Wembley, com a formação e o time que provavelmente será a base para o hexa.

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